Jogos de Inverno 2026: conheça as modalidades em que o Brasil competirá

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Jogos de Inverno 2026: conheça as modalidades em que o Brasil competirá Foto: Alessandra Cabral/CPB

Esquiadora Elena Sena em treino para os Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 | Foto: Alessandra Cabral/CPB
O Brasil chega aos Jogos de Inverno Milão-Cortina 2026 com sua maior delegação da história. Serão oito atletas em ação em duas modalidades: o esqui cross-country e o snowboard.
A dois dias do início do megaevento paradesportivo, os esportistas brasileiros já estão em solo italiano, onde finalizam a preparação para a principal competição do ciclo de inverno. Enquanto isso, a atenção do público que acompanha o movimento paralímpico se volta para as modalidades nas quais o país buscará medalhas.

Esqui cross-country
O esqui cross-country integra o programa paralímpico desde a primeira edição dos Jogos de Inverno, realizada em Örnsköldsvik, na Suécia, em 1976. A modalidade reúne atletas com deficiência física ou visual em provas de curta, média e longa distância, disputadas em percursos com subidas e descidas que exigem resistência, técnica e estratégia. Nas partes mais íngremes, os competidores podem atingir velocidades próximas a 40 km/h.

Os atletas competem em diferentes classes funcionais. Dependendo da condição física, podem utilizar o sit-ski, equipamento adaptado que consiste em um assento fixado sobre esquis. Já os competidores com deficiência visual disputam as provas acompanhados por um atleta-guia (nas classes B2 e B3, o uso do guia é opcional). Embora as classes sejam distintas, todos concorrem às mesmas medalhas em cada prova. Para garantir equilíbrio, é aplicado um sistema de correção de tempo conforme a classe funcional do atleta.

Nas provas de longa distância, a largada é individual, em intervalos determinados. Após a conclusão da disputa, os tempos passam pelos já citados ajustes e, só então, são definidos os medalhistas.

Ao longo da história da modalidade, um dos grandes destaques é a norueguesa Ragnhild Myklebust, maior vencedora dos Jogos Paralímpicos de Inverno, com 16 medalhas de ouro conquistadas entre 1988 e 2002.

Em Milão-Cortina 2026, o Brasil será representado por seis atletas no esqui cross-country: os paulistas Wellington da Silva, Elena Sena e Guilherme Cruz Rocha, a paranaense Aline Rocha, o rondoniense Cristian Ribera e o paraibano Robelson Lula.

Snowboard
Mais recente no programa paralímpico, o snowboard começou a se desenvolver internacionalmente em 2005. A modalidade estreou nos Jogos de Sochi 2014, após ser incluída no programa em 2012. Inicialmente, as medalhas foram disputadas em duas classes: UL (atletas com deficiência nos membros superiores) e LL (membros inferiores).

Após a edição de 2014, o sistema de classificação foi aprimorado. A classe LL foi dividida em LL1, destinada a atletas com deficiência significativa em uma perna, como amputação acima do joelho, ou comprometimento em ambas e LL2, para competidores com menor limitação funcional. A classe UL permaneceu inalterada.

Atualmente, o snowboard paralímpico é disputado em duas disciplinas. No snowboard cross (SBX), os atletas realizam descidas em pistas com saltos e obstáculos. Após a fase classificatória, os melhores avançam para confrontos eliminatórios no formato “head-to-head”, até a definição do campeão.

Já no banked slalom (BSL), cada competidor faz três descidas em um percurso com curvas acentuadas e obstáculos. Vence quem registrar o menor tempo entre as tentativas.

Para esta edição dos Jogos, o Brasil contará com dois representantes no snowboard, ambos gaúchos: Vitória Machado e André Barbieri. Esta será a segunda vez que André defenderá o país nos Jogos de Inverno. Já a participação de Vitória marca a estreia brasileira na modalidade entre as mulheres.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Guilherme Cruz Rocha e Robelson Lula são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Wellington da Silva, Aline Rocha, Cristian Ribera e Elena Sena integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)




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